Foi-se o tempo em que nadar contra a corrente
Era privilégio de quem queria atravessar o rio
Em linha reta, cortando o fluxo que vem
Quem quer atravessar a vida, sem amigos
Sem amor, sem equilíbrio
O faz também.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Dissabores
Olho de peixe na planta do pé
Pé de galinha no canto do olho
A manga da blusa suja de molho
Molho de chaves num vão qualquer
Pé de galinha no canto do olho
A manga da blusa suja de molho
Molho de chaves num vão qualquer
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Dito pelo não ouvido
Dizem que o que se diz fica
eternizado
na mente de quem disse
da forma como ele mesmo ouviu
E
permanece guardado
no ouvido de quem
escutou
da forma como esse quer crer que tenha sido
dito
eternizado
na mente de quem disse
da forma como ele mesmo ouviu
E
permanece guardado
no ouvido de quem
escutou
da forma como esse quer crer que tenha sido
dito
quinta-feira, 14 de julho de 2011
C' a fé
Eu só preciso tomar um café
Ali na esquina
pra recuperar toda essa minha fé
adormecida
E depois tirar mais um cochilo
Pra irrigar a alma aqui no rio Nilo
tranqüilo.
Ouça
os belos poemas que o vento sussurra
Não tema
a verdade fria que ao amigo você urra
Sinta
o gosto de amargo na boca daquele que
você esmurra
Se o
cedo é doce*
assim eu me encontro
mais tarde,
se a mim desaponto,
reinvento a história,
vivo conto.
Cristiano Fogaça
(* Homenagem a P. Leminski que disse: “Tão doce, tão cedo, / tão já / tudo de novo vira começo”).
Ali na esquina
pra recuperar toda essa minha fé
adormecida
E depois tirar mais um cochilo
Pra irrigar a alma aqui no rio Nilo
tranqüilo.
Ouça
os belos poemas que o vento sussurra
Não tema
a verdade fria que ao amigo você urra
Sinta
o gosto de amargo na boca daquele que
você esmurra
Se o
cedo é doce*
assim eu me encontro
mais tarde,
se a mim desaponto,
reinvento a história,
vivo conto.
Cristiano Fogaça
(* Homenagem a P. Leminski que disse: “Tão doce, tão cedo, / tão já / tudo de novo vira começo”).
sexta-feira, 17 de junho de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Idadodia
É ida
a vida que segue sincera
e ninguém percebe que é bela
a luz da tarde que vai e não volta
anuncia que será pelo amanhã seguida
Façam as vezes
dos anfitriões de seus mundos
Inovadores ou reacionários
sem pensar nos louros alheios...
Mesmo se de quando em vez
vazam as vozes dos sonhos solitários,
sintam-se com os corações cheios
De alegria, de nostalgia
de infantil e incontida energia.
a vida que segue sincera
e ninguém percebe que é bela
a luz da tarde que vai e não volta
anuncia que será pelo amanhã seguida
Façam as vezes
dos anfitriões de seus mundos
Inovadores ou reacionários
sem pensar nos louros alheios...
Mesmo se de quando em vez
vazam as vozes dos sonhos solitários,
sintam-se com os corações cheios
De alegria, de nostalgia
de infantil e incontida energia.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
refreshing old things
mundo muda
meu mundo
mudo
eu
tremendo o mundo
é
um mundo tremendo
mando
ao mundo mudo meu
eu
meu mundo
mudo
eu
tremendo o mundo
é
um mundo tremendo
mando
ao mundo mudo meu
eu
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