quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Aço

A
cachaça
a
fumaça
do
cansaço
rechaça

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Instante

A dor de cabeça que antes latejava
Agora está latente


Se o vento voltar a soprar
A porta beijará o batente



Enquanto o clímax não o redimir
O delírio dele será
a quase morte da moça


fervente

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Papillon

criemos
flores para presentear alguém
soltemos
os pássaros ao céu que a eles apetece
deixemos
que o sonho tenha vida, como merece
sejamos
lagartas que de tanto crer, voam
além

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Não há

Não há sequer que se falar em não fazer
Não há o que se fazer quando não se fala

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A s a s a s

a s v e z e s

t r a z e m

asal

mas

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Croque

Cortei e abri a palavra
Dissequei-a
Só para ver seus nervos
Latentes
Como criança que desmonta o brinquedo
E depois não consegue montá-lo
Não ousei tocar suas entranhas
Não por medo de machucá-la
Mas por receio de tomar um choque
daqueles fios desencapados
acalmei a curiosa sanha
que queria mantê-la nos dedos suados
mas ao fechar, quebrei a palavra
num terrível “croque”
E chorei.