sexta-feira, 20 de abril de 2012

Igual coisa não há

                                        Quem atravessa a ponte sobre o rio Alvorada

         Sabe que ali debaixo percorre a vida dessa cidade

                                       O rio corre nessas veias bem para dentro das nossas moradas



                                        O curso do rio não tem volta assim como o nosso tempo

                   Que passa constante e tranqüilo, tranquilo a gotejar

                         Ele só fica agitado, na minha morada, no fundo do leito

                                          Eu sei, igual coisa não há, igual coisa não há.

terça-feira, 20 de março de 2012

Orvalho


O tempo quer que nós mudemos

Como gotas que evaporam

E então nós prometemos

Aos céus, que ignoram,

Que, se esperança nos já temos,

Nada no mundo nos devora.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Aço

A
cachaça
a
fumaça
do
cansaço
rechaça

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Instante

A dor de cabeça que antes latejava
Agora está latente


Se o vento voltar a soprar
A porta beijará o batente



Enquanto o clímax não o redimir
O delírio dele será
a quase morte da moça


fervente

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Papillon

criemos
flores para presentear alguém
soltemos
os pássaros ao céu que a eles apetece
deixemos
que o sonho tenha vida, como merece
sejamos
lagartas que de tanto crer, voam
além

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Não há

Não há sequer que se falar em não fazer
Não há o que se fazer quando não se fala