quinta-feira, 19 de junho de 2008
Sonho de um sonho de Cranaval
"Sonho de um carnaval"
No carnaval,
esperança
Que gente longe viva na lembrança
Que gente triste possa entrar na dança
Que gente grande saiba ser criança
sábado, 14 de junho de 2008
Mar profundo
Costumamos tentar enxergar tudo de longe, de cima, distante. Respiramos o máximo de idéias externas, que nos é permitido. Asfixiamo-nos. E para nos compreendermos tentamos nos ver de perto, fechamos os olhos e mergulhamos em nossas imagens internas. Afogamo-nos. É disso, que todos precisam, muito disto e pouco daquilo e, tempos depois, menos daquilo e muito mais daquele outro. Alternando água e terra. Altura e mergulho.
Mas se a alma quer folia, a cabeça pede alforria. E o corpo fica refém, entre a cruz e a caldeirinha. Como quem quer dançar tango, mas não tem um par. Ou como quem quer andar de bicicleta, mas tem medo de correr sem rodinhas. Como quem quer curtir o mar, mas não vence as ondas bravas da ressaca. Medo que nos castra, receio que nos mina. A coragem que nos cega seria a força que ilumina? Besta rima...
Os sentimentos se entrelaçam em novelos internos, mais viscosos que entranhas. Estranhas? E as idéias fervem na cabeça, mais coloridas do que os corais. Cérebros do fundo do mar. E na superfície flutuam docemente algas fluorescentes. Nos rostos tensos, singram plácidos sorrisos. Hora de levantar, do fundo do mar.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Letra de Música: "Absorva"
Composição: Felipe S. e Samuel
(Letra de música da banda pernambucana Mombojó)
Vai, me absorve, que hoje eu quero ser só seu
Me dissolve e mexe com a colher
O seu prato predileto é quando eu digo não.
Não quero mais ser só....
Não quero mais ser seu só...
Não quero mais....
Me absorva mais
(Me absolva,
Me abençoa
Me absorva...)
Seu sorriso é um paraíso
E no ar, vou em transe ao sol
Para me livrar de tanto mar
Resolvi espairecer, apareci sem avisar
Para não ser sempre
A mesma rotina de ilusões
Mesma
Rotina de ilusões
Me absorve, que hoje eu quero ser só seu
Não quero mais ser
seu só.
Me absorva mais, me absorva mais.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
HAIKAI
FIM DA TARDE SEM
O MAR OLHA
VAGA LUZ É SOL
SOME LÁ APARECE CÁ
LUME QUE VEM DE SI
terça-feira, 1 de abril de 2008
Tortas favelas parindo bailarinas
Flores amarelas nascendo do concreto
Criança de rua prefere arte à cocaína
Fetos saudáveis dentro de mães enfermas
Gestos confiáveis submersos em noite erma
Lixeiro humilde devolve pasta com um milhão
A água que chega para nutrir todo sertão
A moça grávida de vida
Agradece a tudo com comoção
É a senhora da ávida vida
Que nos sorri em contemplação.
segunda-feira, 10 de março de 2008
VEJA e o jornalismo de papel higiênico
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Acorde
Faz vibrar dentro do peito
Combinam-se e soam como um
Alinham-se e escrevem uma canção
Acorde
Acorde
Desentendimentos nos desvirtuam da evolução