A s a s a s
a s v e z e s
t r a z e m
asal
mas
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Croque
Cortei e abri a palavra
Dissequei-a
Só para ver seus nervos
Latentes
Como criança que desmonta o brinquedo
E depois não consegue montá-lo
Não ousei tocar suas entranhas
Não por medo de machucá-la
Mas por receio de tomar um choque
daqueles fios desencapados
acalmei a curiosa sanha
que queria mantê-la nos dedos suados
mas ao fechar, quebrei a palavra
num terrível “croque”
E chorei.
Dissequei-a
Só para ver seus nervos
Latentes
Como criança que desmonta o brinquedo
E depois não consegue montá-lo
Não ousei tocar suas entranhas
Não por medo de machucá-la
Mas por receio de tomar um choque
daqueles fios desencapados
acalmei a curiosa sanha
que queria mantê-la nos dedos suados
mas ao fechar, quebrei a palavra
num terrível “croque”
E chorei.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Libra
Foi-se o tempo em que nadar contra a corrente
Era privilégio de quem queria atravessar o rio
Em linha reta, cortando o fluxo que vem
Quem quer atravessar a vida, sem amigos
Sem amor, sem equilíbrio
O faz também.
Era privilégio de quem queria atravessar o rio
Em linha reta, cortando o fluxo que vem
Quem quer atravessar a vida, sem amigos
Sem amor, sem equilíbrio
O faz também.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Dissabores
Olho de peixe na planta do pé
Pé de galinha no canto do olho
A manga da blusa suja de molho
Molho de chaves num vão qualquer
Pé de galinha no canto do olho
A manga da blusa suja de molho
Molho de chaves num vão qualquer
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Dito pelo não ouvido
Dizem que o que se diz fica
eternizado
na mente de quem disse
da forma como ele mesmo ouviu
E
permanece guardado
no ouvido de quem
escutou
da forma como esse quer crer que tenha sido
dito
eternizado
na mente de quem disse
da forma como ele mesmo ouviu
E
permanece guardado
no ouvido de quem
escutou
da forma como esse quer crer que tenha sido
dito
quinta-feira, 14 de julho de 2011
C' a fé
Eu só preciso tomar um café
Ali na esquina
pra recuperar toda essa minha fé
adormecida
E depois tirar mais um cochilo
Pra irrigar a alma aqui no rio Nilo
tranqüilo.
Ouça
os belos poemas que o vento sussurra
Não tema
a verdade fria que ao amigo você urra
Sinta
o gosto de amargo na boca daquele que
você esmurra
Se o
cedo é doce*
assim eu me encontro
mais tarde,
se a mim desaponto,
reinvento a história,
vivo conto.
Cristiano Fogaça
(* Homenagem a P. Leminski que disse: “Tão doce, tão cedo, / tão já / tudo de novo vira começo”).
Ali na esquina
pra recuperar toda essa minha fé
adormecida
E depois tirar mais um cochilo
Pra irrigar a alma aqui no rio Nilo
tranqüilo.
Ouça
os belos poemas que o vento sussurra
Não tema
a verdade fria que ao amigo você urra
Sinta
o gosto de amargo na boca daquele que
você esmurra
Se o
cedo é doce*
assim eu me encontro
mais tarde,
se a mim desaponto,
reinvento a história,
vivo conto.
Cristiano Fogaça
(* Homenagem a P. Leminski que disse: “Tão doce, tão cedo, / tão já / tudo de novo vira começo”).
sexta-feira, 17 de junho de 2011
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